Carro é investimento? Entenda agora mesmo!

Comprar um veículo, em muitos casos, pode ser considerado uma forma de ter mais conforto, praticidade e agilidade. Afinal, poder se locomover para qualquer lugar sem depender de ninguém é maravilhoso. Já refletiu sobre a ideia de um carro ser considerado um investimento?

A gente já adianta que não. Muitas pessoas acreditam que se trata de um investimento porque é possível vender depois e recuperar parte do dinheiro, mas não é bem assim que funciona. 

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Afinal, o que é investimento?

Muitas pessoas pensam que comprar um carro é uma maneira de “investir” no seu conforto. Acontece que o conceito de investimento não é esse.

Investimento é algo que você aplica dinheiro esperando obter algum retorno. Ou seja: colocar uma quantia menor de dinheiro do que vai receber no final. Esse lucro pode ser obtido através de juros de alguma aplicação ou venda de ativos, por exemplo.

Nesse contexto, a concepção de um carro como investimento carece de fundamento, uma vez que, na realidade, possuir um veículo acarreta despesas, não retornos financeiros. Caso o carro seja usado para trabalhar, a pessoa pode fazer dinheiro com ele. Mas, ainda sim, não se trata de um investimento, mas sim de um ativo do seu negócio.

Vale ressaltar também que um veículo, assim que sai da concessionária, sofre um custo chamado desvalorização no mercado. Essa perda gira em torno de 15% a 20%. Isso significa dizer que um carro que custou R$60 mil na loja passa a valer a cerca de R$50 mil apenas por ter ido para a rua.

Ao longo da vida útil do veículo a depreciação só aumenta, visto que o veículo sofre desgastes naturais. Ou seja, um veículo comprado por R$60 mil pode ser vendido até a metade do preço poucos anos depois, dependendo da situação.

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Quais são os custos com o carro?

Já deu para perceber que carro não é investimento por conta da desvalorização que sofre assim que sai da loja, certo? Mas não para por aí!  De fato, a gestão financeira de um veículo demanda um planejamento rigoroso, pois, mesmo quando mantido parado na garagem, ele implica em despesas contínuas.

Um dos pontos que pesam é o seguro automotivo. Por mais que seja possível economizar, não há como negar que os seguros no Brasil costumam ser bem caros e a má notícia é que o seguro tende a aumentar conforme o carro vai se desvalorizando.

Não dá para esquecer também do preço da gasolina, que tem ficado cada vez mais cara, conforme o Conta Corrente já anunciou. Outro gasto são as manutenções. A melhor forma de poupar é aderindo às manutenções preventivas, mas não tem como desconsiderar possíveis incidentes.

Já citamos a documentação veicular? Todo o ano, gastos como licenciamento e DPVAT precisam estar no radar do motorista. Por isso, considerar que carro é investimento não é adequado.

“Então não vale a pena comprar carro?” Depende muito. O importante é projetar todos os possíveis gastos e colocar na ponta do lápis se é possível economizar optando por uber ou transporte público. Caso o veículo seja imprescindível, não se esqueça de organizar as finanças para arcar com todos os gastos.